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Para além do jornalismo

Os sentimentos e sensações eram quase infinitos. Já as aflições, possíveis de racionalizar: “Será que peguei tudo?”; “Será que vai dar tudo certo?”; “Será que vou conseguir me virar com o meu espanhol?”. Era uma sinestesia de medos com a deliciosa sensação da expectativa.

Ao todo, são treze os estudantes que decidiram experimentar novas sensações e adquirir novas experiências. Treze jovens que se desconheciam entre si. Treze inspirações. Treze amantes da profissão. Treze batalhadores. E, com certeza, treze futuros profissionais que se destacarão da massa. Treze jornalistas prontos para passar uma semana juntos em outro país. A princípio, o desafio era gigante! Mas eles tiraram de letra. Com uma hora de atraso no voo de ida, aproveitaram para se conhecer melhor. Os assuntos eram diversos e, até chegarem a Buenos Aires, deixaram de ser “desconhecidos”.

Saímos de casa por volta das 13h e  só chegamos a Buenos Aires às 23h. Um tempo longo, mas que para um grupo que antes disso mal se conhecia, acabou sendo muito providencial…Contamos nossas experiências, descobrimos amigos em comum e, principalmente, interesses em comum” (Giovanna Maradei).

Expectativa à flor da pele

Foram meses de preparação, ansiedade, criando expectativas e sonhando com a cidade portenha” (Carolina Piscina).

Conhecendo a proposta do Jornalismo Sem Fronteiras, é preciso aprender a lidar com a ideia de ir trabalhar em outro país com tudo que um correspondente internacional tem direito: se virar em outra língua, buscar fontes, passar noites sem dormir, entrevistar, fotografar, filmar, escrever, editar e – se der tempo – comer e dormir. E, em alguns casos, enfrentar o medo de voar.

A adrenalina sobe, evidentemente, se entra na jogada uma caixa de metal com um par de asas e turbinas sabe-se lá se bem parafusadas ou não. Nem com todas as estatísticas a favor da geringonça voadora consigo me tranquilizar. Aquele papo de máscaras de oxigênio que caem e assentos flutuantes não me caem bem (a própria palavra queda é, a meu ver, muito inadequada para o contexto)… Apesar disso tudo, meu medo (ou prudência, vai) não chega a ser prejudicial, pois jamais deixarei de fazer uma viagem pelas horas de voo que ela representa” – Diego Moura

O Programa

Como diria Clóvis Rossi, jornalismo não se ensina. Jornalismo se faz com quatro verbos: ver, ler, ouvir e contar. Esse é o desafio, um pouco aprimorado, considerando que estão em outro país. Além da experiência de “por a mão na massa”, o III Jornalismo Sem Fronteiras possibilita que os estudantes tenham contato direto com correspondentes. Quem imagina que é moleza… Está redondamente enganado! Durante o programa, os participantes sentem na pele o que os correspondentes de grandes veículos sentem e comentam em suas palestras.

“Manter o olhar brasileiro sendo correspondente em outro país é essencial” – Janaína Figueiredo, O Globo.

“O mais cansativo da rotina é que você precisa estar à disposição o tempo todo. É uma sensação de tensão permanente” – Felipe Gutierrez, Folha de S. Paulo.

“Falar diferentes línguas abre portas para um jornalista, principalmente na editoria internacional” – Alejandro Rebosio, El País

“O correspondente deve estar sempre antenado sobre todos os assuntos para não confundir os conceitos e misturar os contextos” – Ariel Palacios, Estadão

E isso, é só o começo!

Como diria Ariel, é extremamente difícil transformar assuntos densos em textos “saborosos”. Afinal, é importante fazer matérias que abordem um lado mais humano do fato, né, Alejandro?

E, então, chega a hora de “quebrar a cabeça”. Pesquisar, apurar, entrevistar, fotografar, filmar, editar… E escrever com o coração. Porque, como muitos já puderam sentir, não há coisa melhor do que fazer o gosta. E para nós, leitores, não há texto mais gostoso de ler do que aquele em que sentimos o que o autor sentiu. Escrever bem é ter a capacidade de levar o leitor para dentro do que foi escrito. E ainda há quem diga que o jornalismo é uma profissão fria… Vai entender.

Natália Rossi – porque não existe “ex” jornalista.

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