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O contexto

Como é viver um país, mesmo sendo pertinho daquele em que você nasceu, mas com uma língua e cultura completamente diferente? E se você, além de viver em outro país, tiver que estar por dentro de tudo o que se passa nele, desde política, economia, cultura, até mesmo futebol (mesmo que não se saiba a diferença entre uma bola de futebol e uma de basquete)? Essa é a realidade de muitos correspondentes internacionais, que quando escolheram ser jornalistas sabiam que teriam que contar muitas histórias pela frente, mas que talvez nem imaginassem que iriam ter que conta-las em um outro idioma… Na universidade não há como aprender a trabalhar em outro país (na verdade, você terá sempre uma base teórica, pois o jornalismo de verdade se aprende na prática), nem como aprender a ser jornalista cultural, esportivo, etc. Assim, de que forma ter essa vivência, e saber lidar com as dificuldades (que são muitas) de trabalhar longe da pátria amada? E é um pouco disso que viveremos durante a próxima semana. Vamos fazer uma imersão na experiência de um enviado especial.

O programa é bem variado: conversaremos com correspondentes internacionais para conhecer a rotina e os profissionais de grandes jornais como Estadão, Folha de S. Paulo, O Globo, Globo News, El País (um dos mais importantes jornais espanhóis) e Clarín (o jornal argentino que tem causado bastante polêmica). Mergulharemos na realidade local para produzir nossas matérias e ampliar e solidificar a nossa formação jornalística e cultural.

A preparação para a viagem incluiu bem mais do que arrumar malas e ler sobre a Argentina. Nos encontros de “História e Cinema” tivemos uma pincelada sobre os três temas obrigatórios para quem quer escrever sobre a Argentina: peronismo, ditadura militar e crise de 2001. O historiador Lucas Monteiro nos acompanhou nesse percurso resumindo em 1 hora cada um dos temas. Para ajudar na compreensão, assistimos filmes que tinham como pano de fundo esses momentos históricos.

Para inaugurar a série de bate-papos com os correspondentes, ninguém menos que Clovis Rossi, que já viveu a experiência de ser correspondente na Argentina e na Espanha e fez todo tipo de cobertura internacional desde a época em que se escrevia à máquina e se enviava os textos por Telex. Hoje em dia, ele sofre tanto como nós com as dificuldades de acesso à internet.

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