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Sem Hora De Acabar

Sem hora de acabar

O 4° dia do VIII JSF não poderia ter sido diferente. Com programação extensa, o dia começava cedo e não tinha hora para acabar – mas, pelo menos, terminaria com muito jornalismo e humor.

Desde 1997, a Cidade de Buenos Aires colocar no ar o La Onze Diez, canal AM de rádio que hoje conta com uma ampla programação. Na gelada e nublada manhã daquele domingo, 8 de julho, pudemos assistir à transmissão ao vivo de um de seus quadros, o Corresponsales En Línea, onde trabalha nossa convidada Cristina Veiga. Em três salas, nos revezamos entre microfones, computadores e máquinas de transmissão, lado a lado com as responsáveis por colocarem aquelas vozes no ar.

Uma delas era Graciela Lorusso, uma senhora animada, de longos cabelos brancos e óculos finos na ponta do nariz. Graciela não é apresentadora, mas é praticamente patrimônio da rádio. Trabalha ali há 20 anos, responsável por todas as ligações que entram e saem da rádio, uma verdadeira protagonista dos bastidores. Em tantos anos de profissão, faz questão de nos contar quais são os pontos de ouro da radiotransmissão. Primeiro, “não fique histérico durante a transmissão; isso se sente no ar”. Segundo, “a rádio é som. S-o-m. A música, portanto, tem que significar assim como o tema que se está falando”. Terceiro, não se esqueça que “o programa é um todo”.

Marcando o fim de três grandes avenidas, a Praça de Maio, sempre com uma manifestação diferente, se coloca ante um grande casarão avermelhado. A Casa Rosada, como é chamada por sua cor peculiar, equivale ao Palácio do Planalto brasileiro, onde trabalha o atual presidente Mauricio Macri. Por ali, os participantes do VIII Jornalismo Sem Fronteiras passaram conhecendo os pontos principais da Casa e partes importantes de sua história.

O dia estava longe de acabar quando a visita chegou ao fim. O próximo passo eram, na verdade, muitos passos. Nos encontramos em frente à Casa Rosada e fomos desbravar a cidade em uma grande caminhada por Buenos Aires. Nicolás Goscilio é sociólogo e, com uma abordagem mais sociohistórica, foi quem nos acompanhou pela cidade.

Durante as horas de caminhada, era impossível não se lembrar da ESMA, o Espaço de Memória e Direitos Humanos que havíamos visitado alguns dias antes. Buenos Aires faz questão de marcar os lugares usados pela ditadura, os transformando, sempre que possível, em pontos de memória e resistência. A força do “nunca mais” argentino impressiona aqueles que, aqui do Brasil, passam por estradas ou viadutos que, ainda hoje, homenageiam atores da ditadura.

Como a vida de um correspondente não tem hora para acabar, o tour chegava ao fim quando caía a noite, e, conforme a lua subia, os jornalistas se direcionavam para o último compromisso na rua. Uma van nos levou para participar da gravação ao vivo de um programa de um jornalista curioso, ácido e polêmico.

Você pode conhecê-lo como fundador do jornal Página 12, como radialista do programa “Lanata AM” ou como o “jornalista que denunciou o financiamento da campanha de Cristina Kirchner”. “Jorge Lanata é uma figura por si só”, explica um dos participantes do VIII JSF. Outro, depois do programa, conclui e diz: “the man, the myth, the legend, Lanata con todos sus kilos y todos sus cigarrillos nos saluda, tira algun chiste malo que todos nos reímos porque la situación da para reírse de todo”.

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