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Sabores De Uma Argentina Que é Muito Mais Que Um Alfajor E Uma Empanada

Sabores de uma Argentina que é muito mais que um alfajor e uma empanada

A Argentina é um país muito rico culturalmente, essa riqueza pode ser percebida não só nas ruas, nos prédios, mas também na diversidade culinária desse país, que tem muito mais variedade que possamos imaginar.

JOÃO LUIZ ONETY

DE BUENOS AIRES

A Argentina é um grande produtor de alimentos, quer seja para consumo próprio, quer seja para exportação. Por ser um país relativamente barato, isso facilita o turismo e as compras de certos produtos que se tornaram marca registrada do país. Antes de mostrarmos aquelas coisas que já não são novidade pra ninguém, vamos mostrar algumas coisas que muita gente não sabe que é produzido na terra dos Hermanos. Para isso você vai ver um resumo do que teve na Feira Caminos y sabores. O objetivo da feira é incentivar a valorização da cultura gastronômica do país e divulgar tudo que é feito na Argentina. Há 11 anos a feira é realizada e nesse ano foram 4 dias de evento (de 9 a 12 de julho).

 

FEIRA CAMINOS Y SABORES

PLACA CAMINHOS E SABORES

A Argentina tem 23 províncias e 1 cidade autônoma, Buenos Aires. O país é o segundo maior da América do Sul em termos de tamanho (perdendo apenas para o Brasil). Em cada uma dessas províncias é possível encontrar grande variedade de pratos e bebidas típicas. Na feira, produtores agrícolas puderam divulgar seus produtos. Só no primeiro dia 20 mil pessoas passaram pelo Parque de ferias de Buenos Aires, conhecido como La Rural.

 PLACA DE BOAS VINDAS CAMINHOS

O clima ameno do país e o número de terras cultiváveis propicia a plantação de frutas vermelhas. A variedade impressiona: são amoras, framboesas de vários tipos, mirtilos, morangos, frutas do bosque e por aí vai.. Dessas frutas são feitas as geleias, as compotas e até bebidas. 

              

Além de frutas frescas, há frutas que são servidas geralmente em petiscos.

FRUTAS SECAS

O mel faz parte das grandes produções do país, a Argentina é o terceiro maior produtor de mel do mundo, e um dos maiores, se não o maior país exportador de mel.

MEL

 

O presunto e o queijo fazem um casamento perfeito em qualquer parte do mundo. Na Argentina não é diferente. Quem anda pelas ruas pode ver diversas comidas feitas com presunto e queijo como empanadas, medialunas, o sanduíche de miga (miga é um tipo de pão) e até mesmo pizzas.

 

O presunto surgiu em meados dos séculos II ou III antes de Cristo, quando os alimentos eram conservados com sal, para que ficassem sem água e assim, sem bactérias. A Espanha é um grande produtor e consumidor de presunto, principalmente o cru, mas na Argentina, com a alta atividade pecuária suína a produção de presunto não fica muito atrás. A variedade é grande.

O queijo também é muito consumido no país. Em 2011 foi feita uma pesquisa pela Faculdade de Agronomia da Universidade de Buenos Aires, apontando que há mais ou menos 150 variedades de queijo na Argentina. Na feira foi possível encontrar boa parte desses queijos. As cores, formas, tamanhos e tipos (feito de leite de vaca, de cabra, etc..) são de encher os olhos.

Na Argentina a produção de azeitonas vem crescendo, mesmo que algumas variedades não tenham surgido no país, foi lá que elas começaram a ser mais cultivadas. Os tipos Canglot e Manzanilla (azeitonas de tamanho pequeno) são de origem espanhola, mas são mais cultivadas na Argentina. O tipo Arauco é uma espécie argentina mesmo. Além do uso para colocar nos salgados, elas também dão origem a vários tipos de azeites.

 Outros itens também são produzidos em solo argentino, como cogumelos, laranjas, endívias (uma espécie de acelga muito usada na culinária) e até bananas. Isso mesmo, bananas! Mesmo com o clima frio, é possível encontrar essa conhecida fruta tropical.

A feira acabou dia 12 de julho, foi tão rápida quanto o vídeo a seguir, mas a oportunidade de você vir conhecer Buenos Aires e aproveitar as opções gastronômicas que ela tem para te oferecer, não! Então se tiver a chance venha para a Argentina e vivencie essa experiência!

Quando se pensa em Argentina, logo vem à cabeça aquelas comidas que já se tornaram lugar-comum, ou seja, já são parte da cultura do país e são mundialmente conhecidas. O fato de ser um país que é considerado a ‘‘Europa da América do Sul” e ter um número alto de imigrantes espanhóis e italianos – além de ter povos que se declaram indígenas – ajuda a entender porque a Argentina tem tanta variedade de comidas.

 

Essa diversidade culinária começou no século XX, quando a imigração se fez mais presente. A partir daí, com a influência europeia, principalmente, o país passou a ter comidas que agradariam a todos os gostos. Muitas das vezes no país dos hermanos, há comidas que são mais consumidas do que nas nações que trouxeram a cultura de comer tais alimentos aqui para a América do Sul. É o caso do alfajor.

 

A Argentina é o país que mais consome alfajor no mundo, são mais ou menos 6 milhões de unidades por dia em todo o país. O número de marcas passa de 100.

ALFAJOR 3ALFAJOR

 

A Argentina é o maior consumidor de carne vermelha do mundo, a maioria dos restaurantes tem carnes nos cardápios. Os cortes são muito variados, mas o principal é o bife de chorizo. A principal diferença entre o churrasco na Argentina com o do Brasil é que na Argentina, geralmente o churrasco (ou a parilla como eles dizem), vem apenas com batatas e salada.

Buenos Aires é uma cidade cheia de cafés… por onde quer que você ande, você encontra um, quer seja numa esquina ou no meio da rua mesmo. Para os argentinos, tomar café não é apenas uma refeição, é um hábito, quase um ritual.

 

No café da manhã as pessoas geralmente tomam café com um membrillo ou com uma medialuna, que nada mais é do que o croissant que nós conhecemos no Brasil, mas que na verdade é originário da França. Nos cafés e restaurantes da Argentina, os preços variam de lugar para lugar, os sabores podem ser doces (de açúcar ou doce de leite) ou salgados (de manteiga ou de queijo e presunto, geralmente).

MEDIALUNA (1) MEMBRILLO 1 (1) MEMBRILLO 2 (1)

 

Um costume dos antigos agricultores, passou pelas gerações e se fixou como um hábito argentino, antigamente eles costumavam rechear o pão nas suas merendas, ou seja eles empanavam (pois o verbo empanar em espanhol, quer dizer transformar em pão). As empanadas são como pastéis de forno recheados de vários sabores, como: presunto e queijo, carne, frango ou legumes. A empanada é comum em toda a América Latina, mas cada país faz do seu jeito.

Originário da Espanha, mas muito comum na América Latina, o churros é fácil de achar nos cafés de Buenos Aires, ele é diferente do que conhecemos no Brasil em termos de consistência e sabor, pois não é tão doce. O feito no Brasil tem a massa mais macia e é bem mais recheado.

CHURROS

A Argentina é o quinto maior produtor de vinhos do mundo e tem um dos maiores níveis de consumo de vinho por pessoa. O clima frio e tamanho das terras, favoreceram o cultivo de uvas. A cidade de Mendoza é uma das maiores produtoras de vinhos do país, especialmente o Malbec.

 

VINHOS (1) VINHOS 2 (1)

 

Outra bebida que faz parte do cotidiano dos argentinos é o chá de erva mate, é algo tão comum que há lojas que vendem recipientes decorados. Nos escritórios e redações de jornais é quase que uma regra ter um chá na mesa.

 

O doce de leite argentino é um dos mais conhecidos no mundo. Em Buenos Aires é possível encontrar em vários lugares, há quiosques que vendem muitas coisas, dentre elas o doce de leite, há o pastoso, geralmente em potes de vidro e há os em tabletes. O doce é consumido puro e também serve de recheio para as medialunas, churros, bolos e tortas.

 

DOCE DE LEITE TORTA (1)

 

 

A criatividade somada à cultura dos povos das províncias argentinas dou origem a doces curiosos. É o caso do strudel (receita alemã, adaptada pelos argentinos) e dos cubanitos, que nada mais é do que um canudinho feito de massa de casquinha para sorvete. Olha o preparo!! O doce de leite é processado em uma máquina e depois colocado nos canudos.

 

 

O dono da loja de doces explica que o doce é produzido de modo artesanal na cidade de Navarro, que fica na província de Buenos Aires. O doce de leite produzido por ele já ganhou por várias vezes consecutivas o prêmio de melhor doce de leite da região. Ele explica também que o strudel, receita tipicamente alemã é vendido aqui na Argentina, pois tem uma forte aceitação do público, eles fabricam a receita tradicional, de maçã e uma com doce de leite, para dar uma ‘‘cara’’ mais argentina.

 

 

Há uma lenda sobre a criação do doce de leite: os argentinos dizem que ele foi ‘‘criado’’ por um politico chamado JUAN MANUEL DE ROSASJuan Manuel de Rosas, no século XIX. Acredita-se que ele estaria preparando leite quente e de repente alguém bateu à porta. Ele esqueceu a panela no fogo, e daí então o que era pra ser leite se transformou em uma pasta.

 

 

 

JOÃO LUIZ ONETY é jornalista e participa do “Jornalismo sem Fronteiras”, uma iniciativa da Link Consultoria que leva jornalistas e estudantes de comunicação a Buenos Aires para um mergulho de 9 dias no trabalho de correspondente internacional.

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