CLOVES TEODORICO, DE MADRI

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Quem me conhece sabe da paixão que tenho pela temática ambiental. Essa afinidade que nasceu e cresce a cada dia é presente do próprio jornalismo. Ao longo dos últimos anos, tenho me dedicado ao estudo do tempo – não enquanto meteorologista, claro. Mas sim enquanto jornalista “de editoria”. E quando falo em estudar o tempo, é passar a compreender melhor as diferenças dos conceitos da ciência atmosférica, os termos técnicos, as curiosidades naturais do globo terrestre como um todo. Tenho buscado ir além das temperaturas míninas e máximas, e acreditem: a previsão do tempo é bem mais ampla que só saber se vai chover ou fazer sol.

Acredito que o jornalismo em si nos dá essa oportunidade de sermos mais “segmentados” do ponto de vista do conhecimento científico mesmo. Enquanto profissionais que reportam histórias, independente de lugar, quando focamos numa determinada temática, podemos colher bons frutos. É o mesmo que “se jogar” integralmente numa cobertura política, por exemplo.

Há dois dias na capital espanhola, assisti a dois telejornais locais. Instigado a observar como é apresentado o quadro da previsão, notei fatos que merecem ser compartilhados para a reflexão dos interessados na área… Por aqui, o quadro tem bemmmmm mais tempo que no Brasil. O apresentador vai comentando cada aspecto – velocidade do vento, intensidade da radiação solar, força da chuva. Ah, outro ponto bastante interessante é que a previsão é dada por área específica – chegam a dar a previsão, inclusive, por bairro. Isso gera a famosa aproximação com o telespectador, fideliza a informação.

Na mesma proporção em que louvamos que o clima ganha destaque na mídia do país, ressaltamos que falta interatividade com o público. pode atrapalhar a compreensão. Às vezes parece que estamos numa sala de aula – e se a aula não for atraente o suficiente, a disperção é imediata. Talvez, uma boa saída seja a utilização de mais mapas, participação de especialistas – ou até mesmo outro jornalista -, e a entrada de vídeos ou fotos do público.

Sabemos que o jornalismo se reinventa todos os dias, principalmente em decorrência do avanço tecnológico. A previsão do tempo também segue essa premissa e precisa ser revista enquanto produto. A discussão é ampla e estou disposto a abordá-la em outros momentos. Fica o registro.

Ah, sem esquecer: a previsão para a próxima semana é de mais frio por aqui! Caso se confirme, eu compartilho com vocês por aqui. Fiquem ligados! 🙂

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