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MACRI: ETAPA OU TENDÊNCIA?

Cambiemos e a última dos K

HELENA CENEVIVA

DE BUENOS AIRES

Na Casa Rosada, quando se vê ululando uma pequenina bandeira nacional, sabe-se que o presidente está. A partir de dezembro de 2015, a bandeira deixou de subir pelo kirchnerismo, como fez por 12 anos, e passou subir por um Macri. Vitorioso por magra diferença, com 51% dos votos contra 49%, se dedicou a cultivar sua plataforma eleitoral baseada no discurso de mudança.

Naquele 2015, fora a primeira vez na história democrática argentina que uma disputa eleitoral chegara ao fim do segundo turno. Em 2003, enquanto competiam Néstor Kircher e Carlos Menem pela presidência, o pleito chegaria à segunda rodada, não fosse Menem abandonar sua candidatura. Embora não tivesse controle sobre isso, Mauricio Macri já chegava em clima de mudança ao romper uma tradição eleitoral argentina.

Expoente do Cambiemos (“mudemos”, na tradução literal), coligação que já leva em seu nome a intenção que vende, Mauricio Macri apresentou-se nos pleitos presidenciais como a possibilidade de ruptura com 12 anos de kirchnerismo. O então prefeito de Buenos Aires (cidade com um terço dos eleitores nacionais) defendia a necessidade de retomada do crescimento econômico e de readequação da administração pública, focado em propostas bastante diferentes em relação ao estilo K de governar.

Do outro lado da competição, Daniel Scioli, candidato da oposição, era nome apontado por Cristina F. Kirchner. Scioli, do Partido Justicialista, anos antes fora vice de Néstor, o primeiro dos K a governar a argentina. Duas vezes representante da continuidade política (tanto por Cristina, quanto por Néstor e pelo Justicialista), era a competição contra o único candidato anti-kirchnerista possível.

Sergio Massa, o terceiro na tríplice dos principais candidatos à presidência se colocava sob o mesmo guarda-chuva de Macri, mas não com a mesma projeção. Sua ligação com o kirchnerismo talvez fosse parte importante da resposta à pergunta de por que Macri e não Massa. Para Alejandro Rebossio, jornalista da revista argentina Perfil e da TV alemã Deutch Welle, “o problema de Massa era que fora kirchnerista por dez anos e nos últimos dois deixou de sê-lo, o que tirou credibilidade do seu discurso”.

Foco de desconfiança popular e empresarial, Massa acabou se distanciando do centro da disputa eleitoral. Restavam Macri e Scioli em uma competição histórica que seria ganha a duras penas. No primeiro turno, Scioli saiu na frente com 37% dos votos, enquanto Mauricio carregou 34% deles. O que teria sido uma vitória no Brasil, no sistema eleitoral argentino, no entanto, não foi suficiente para encerrar a disputa.

Na Argentina, para que a vitória saia logo no primeiro turno, é preciso que um dos candidatos receba mais de 45% dos votos ou então receba 40% deles mais uma diferença de dez pontos percentuais em relação ao segundo colocado. Sem atingir a fórmula necessária, para triunfo macrista e desespero kirchnerista a Argentina viveu, pela primeira vez na história, uma disputa em segundo turno. Na segunda rodada, bastaria a maioria para se garantir a vitória e, em dezembro de 2015, Mauricio Macri, com uma diferença de apenas 648 mil votos em relação ao opositor, foi eleito presidente.

A competição não fora simples. Ainda três semanas antes do pleito, era muito difícil saber aonde chegaria a disputa. Nessa época, por exemplo, quatorze consultorias publicaram pesquisas eleitorais com diferenças importantes. Enquanto sete delas apontavam para a vitória de Daniel Scioli (Hugo Haime, Aresco, CEOP, Ipsos-Mora y Araujo, Poliarquia, Ricardo Rouvier e Analogias), a outra metade alertava sobre a probabilidade do segundo turno (Raúl Aragón, Elypsis, González y Valladares, Polldata, Management & Fit, Ibarómetro e OPSM).

Seguindo uma plataforma eleitoral pela mudança, em seu caminho à presidência Mauricio Macri mudou também questões internas à campanha. Dentre as principais, seu discurso. Se no passado reforçava sua posição anti-K, passou a amenizá-la para conseguir mais eco eleitoral. “Macri sabia que se fosse muito anti-kirchnerista não seria votado. Por isso, disse ‘vamos acabar com la grieta [uma espécie de fla-flu político argentino], resgatar o que há de bom e melhorá-lo’”, comenta Alejandro Rebossio.

Essa reforma de discurso reflete um outro fator importante das eleições de 2015. Na ocasião, seu partido (PRO) e ele não mobilizavam pessoas como o peronismo ou como CFK já fizeram. Seu apoio vinha de diferentes grupos de eleitores. Difícil colocar em números como se dividiam precisamente, mas, em termos gerais, votou em Macri quem era favorável a suas políticas, quem queria uma alternativa a 12 anos de continuidade kirchnerista e quem queria fazer um voto contra Cristina.

Assim contou Nicolás Goscilio, sociólogo, guia de turismo alternativo de Buenos Aires: “O macrismo não é forte como coletivo identitário, é mais vontade de mudar e votar em algo novo do que qualquer outra coisa. Eu conheço gente que não é macrista ou que nem gosta do Macri e que, simplesmente para que não ganhasse o partido de Cristina, votaram no que tinha mais chances de ganhar”. Rebossio concorda: “por um lado, as pessoas o apoiam. Por outro, há quem não esteja contente com ele, mas que diz ‘a outra opção é com Cristina Kirchner e com Cristina eu não quero’”.

A presidente foi responsável por medidas controvérsias. Travou batalha contra o Poder Judiciário e com os meios de comunicação. No caso dos investidores, brigou contra os “abutres”, donos dos hedge funds que não aceitaram a renegociação da dívida proposta por Néstor Kirchner no começo dos anos 2000, e ao mesmo tempo com o FMI, que criticou duramente a política de manipulação de dados econômicos do governo argentino. Com o “cepo cambial” (quando atribuiu uma equivalência fixa entre dólares e pesos, independentemente das flutuações do mercado) abriu as portas para um gigantesco mercado paralelo de dólar, situação que, estima-se, gerou uma perda de U$ 20,2 milhões aos cofres do Estado. Levou a inflação aos 40% (embora o governo não admitisse mais que 10%), estagnou a economia, reduziu o poder de consumo, arrasou com as reservas de dólar e teve dificuldade em conseguir deixar a balança comercial positiva.

Com um negacionismo teimoso e “contabilidade criativa”, Cristina Kirchner viveu (emprestando a expressão de Clovis Rossi) anos de certo autismo político. Negava a inflação, a estagnação econômica, o desemprego e a pobreza. Em junho de 2015, a então presidente chegou a afirmar em discurso para a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) que a pobreza na Argentina estava abaixo dos 5% (1% nos casos de extrema pobreza). A declaração era esdrúxula: nem Islândia, República Tcheca ou Dinamarca, referências globais em níveis de baixa pobreza, contavam com cifras tão pequenas.

Os escândalos pessoais e acerca de seu governo também foram parte importante desse enfado. Cristina está envolvida em processos por fraude contra a administração pública, por associação ilícita na definição de contratos para construção de estradas, por lavagem de dinheiro e em uma investigação por homicídio (caso do AMIA, no Irã).

Nada disso, no entanto, foi capaz de derrotar definitivamente o kirchnerismo. Pode ser que esteja em linhas de seu fim, mas ainda é difícil saber. Será possível falar do assunto com mais certeza depois de outubro, quando ocorrerão as eleições legislativas, a provação final de Cristina. Para Alejandro Rebossio, a ex-presidente só tem uma bala: se usá-la agora, é porque confia que vai ganhar. Caso vença, tem chances de competir pelo Executivo em 2019, mas “se não sair primeira na Província de Buenos Aires, o kirchnerismo está morto”. Macri já vai fazendo suas apostas simbólicas: “em outubro, o povo votará entre consolidar a mudança ou voltar ao passado”.

Rebeldia dourada

Franco Macri era um típico patriarca europeu de começo de século. Casado há anos, via em um filho homem o protagonista que continuaria a escrever sua história quando fosse preciso. Para ele, melhor que um filho homem, só um primogênito. Apenas um aglomerado de células, Mauricio Macri nem era Mauricio Macri ainda, mas já carregava consigo a primeira expectativa do pai: nascer homem. Em fevereiro de 1959, é a primeira criança do casal Franco e Alicia Villegas, um menino que, ainda sem calças, nascia com os bolsos cheios.

Mauricio tinha no dinheiro a origem e o futuro e, contra isso, nunca lutou, embora tenha querido se distanciar da severidade do pai. Eventualmente quis traçar um caminho que fosse seu, mais distante das expectativas paternas, mas sempre à imagem e à semelhança de sua próspera ancestralidade. Exemplo disso é o sequestro que viveu nos anos 1990, evento que, diz o presidente, mudaria sua vida para sempre. Depois de 12 dias em cativeiro e um resgate de 6 milhões de dólares pagos pelo pai, ao menos uma coisa claramente não havia mudado: sua origem.

Apesar de sua rebeldia dourada, Macri nunca conseguiu se separar do pai por completo, como dizia pretender – difícil dizer se porque não conseguiu ou porque, de verdade, não quis. Apesar da distância que pareceu querer impor entre os dois, ainda restam resíduos dessa antiga história familiar. Ao avaliar seu primeiro ano de governo, por exemplo, Franco disse sobre o filho: “No primeiro ano não poderia ter feito mais nada. Não pôde começar construindo, só arrumando os feitos de governos terríveis […] Com essa ressalva, lhe dou nota 5”. À declaração, Macri respondeu: “Tendo em conta o quão severo é comigo, um 5 [meu] é como um 10 seu”.

A última grande demonstração dessa ligação tumultuada foi o envolvimento de Mauricio Macri nos Panama Papers. Em 11,5 milhões de documentos e em uma base de dados de 2,6 terabytes, os chamados “documentos do Panamá” são do escritório de advocacia Mossack Fonseca e correspondem ao maior vazamento de informações de que se tem conhecimento (maior que o WikiLeaks, em 2010, ou que os segredos entregues por Edward Snowden, em 2013).

Ao envolver 140 políticos de mais de 50 países conectados com empresas offshores em 21 paraísos fiscais diferentes, os Panama Papers prometiam comprometer os grandes da política e da economia mundial. Ninguém ali era peixe pequeno, mas também nada ali era imediatamente prova de um caso ganho, já que trustes e companhias offshore não são ilegais por natureza.

No caso de Mauricio Macri, seu nome foi apontado em uma conta nas Bahamas, vinculado à Fleg Trading. Indicado como diretor da empresa entre 1998 e 2009, teve que explicar porque não detalhou essas informações em suas declarações de campanha de 2007 e 2015, quando concorreu à prefeitura de Buenos Aires e à presidência, respectivamente. Em sua defesa, Mauricio alegou desde o início não ter participação na empresa e tampouco receber rendas que tivessem essa origem. A história ainda se desenrola na justiça.

Comentários ácidos em declarações e entrevistas à parte, o espaço que existe entre os dois Macris é menor do que se pretende. Néstor Kirchner já dissera com precisão: “Mauricio es Macri” (“Mauricio é Macri”). O que significa que não importa o quanto Mauricio queira (ou diga querer) distanciar-se: pai e filho são e serão envolvidos por um vínculo indissolúvel conquanto os Macri continuem Macri – e, conforme exista a história, isso não há de mudar.

A herança Macri

O peso e o significado de seu sobrenome são, ao mesmo tempo, a força e a fragilidade do atual presidente. Por um lado, é sobre ele que se assentam as relações de Macri com o empresariado e sua visão liberal de condução do país. Por outro, é o que o associa à soberba da elite e à distância do povo.

Não é incomum que se critique a gestão Macri como um “governo de amigos”. De acordo com o Indec (o IBGE argentino), entre 2015 e 2016, por exemplo, os 10% mais ricos ganharam 6% acima da inflação, enquanto o extrato mais pobre recebeu entradas 14% mais baixas que a inflação. É cercado, além disso, por pessoas de sua confiança que já fazem parte de sua vida a algum tempo. No alto escalão do PRO e de sua gestão encontram-se aqueles que já passaram com ele pela Socma e pelo Boca Juniors, reforçando, para além da amizade pessoal, laços políticos.

Para Alejandro Rebossio, “uma parte do passado de Macri foi em seu favor e outra foi contra. O fato de ele ser empresário ia contra, porque, além de tudo, pertencia a uma família que sempre viveu de negócios que dependiam do Estado”. Por outro lado, “o bom de Macri foi sua questão como presidente do Boca, porque foi um êxito”, “até quem não era do Boca via como o time avançou com Macri”.

Mas antes de comandar o Boca Juniors, um dos maiores times da Argentina, Macri tinha pouco traquejo na vida pública. Típico jovem de elite, estava distante de qualquer comportamento ou hábito que o aproximasse à vida comum. E não haveria de ser diferente: desde os 13 anos participava de viagens de negócios de Franco e, mais velho, chegou a jogar golf com Donald Trump (à época longe de ser a piada política de mau gosto que é hoje). Estudou uma carreira tradicional, formando-se em engenharia civil na Universidades Católica Argentina (UCA), continuando seu trajeto acadêmico em universidades de ponta nos Estados Unidos, como Columbia, em Nova York, e a University of Pennsylvania.

Seu primeiro emprego foi em uma empresa pertencente a um conjunto patrimonial familiar. Como analista, Mauricio Macri entrou no mercado de trabalho através da Sideco Americana S.A., empresa de construção civil que fazia parte do conglomerado bilionário formado por seu pai nos anos 1970. A Sociedade Macri (SOCMA, ou Grupo Macri) foi fundada pelo patriarca da família, Franco, um italiano que começou a construir seu império pouco depois de se mudar para a Argentina, no final dos anos 1940. Conhecida por enriquecer com negócios com o Estado, a SOCMA expandiu em 86% entre 1973 e 1987, sendo imensamente beneficiada pelo regime militar (1976-1983) ao lado de outros proeminentes grupos como Pérez Companc, Bridas, Astra e Soldati.

A extensão de sua relevância não é difícil de compreender. Basta pensar que vêm dos negócios de Franco com a SOCMA duas das três usinas nucleares que a Argentina possui, Atocha I, inaugurada em 1974, e Atocha II, em 2011. Ou, por exemplo, que a primeira empresa de telefonia móvel do país, a CRM-Movicom, foi criação conjunta de Macri com a Motorola, o Citibank e a Bell-South. Ou, ainda, que foi a SOCMA quem controlou os Correios Argentinos por quase 10 anos. Exemplos não faltam.

Ainda que a Argentina fosse vivendo momentos econômicos e políticos conturbados ou perturbadores (quando não os dois ao mesmo tempo), embora o patrimônio Macri pudesse flutuar (como todo patrimônio faz), a movimentação dos negócios da família não deixou de perder a relevância. Nesse sentido, distanciar-se de seu pai, para Mauricio podia até ser uma condição emocional – não interessa: mais importante, é que era uma condição também política.

Sua chegada à presidência do Boca Juniors foi o começo desse percurso. De 1996 a 2007, foi presidente de um dos times mais populares da Argentina. Expandiu a mítica Bombonera, reorganizou as finanças do time e viveu a vitória de 17 títulos, dentre eles quatro Libertadores. Em um país de apaixonados por futebol, onde 40% dos torcedores são boquenses, 12 anos de liderança bem sucedida tiveram um impacto importante.

Vácuo regional

Se o apocalipse decidisse começar não por Nova York, como mostram os filmes, mas na sede do G20, certamente teríamos um problema (para além do fim do mundo, claro). É no encontro destes 20 dos principais líderes globais que está concentrada 85% da economia mundial. Em 2017, a reunião foi na Alemanha de Merkel, onde estrearam alguns chefes de Estado recém-empossados, como Donald Trump, dos Estados Unidos, e Emmanuel Macron, da França.

Se na foto oficial do ano passado Macri ficara jogado no canto esquerdo, esse ano mudou-se para o centro, ao lado de Merkel e do presidente chinês Xi Jinping. Com importância destacada por ser a Argentina a sediar o próximo encontro, Mauricio Macri realizou importantes reuniões bilaterais e chamou atenção enquanto proeminente líder latino-americano.

Com feição europeia, cercado por Trudeau, premiê canadense, de um lado, e Angela Merkel de outro, poderia, para um distraído, passar-se por líder do norte desenvolvido. O momento, inclusive, virou foto e manchete. Sua importância, no entanto, era muito mais simbólica do que objetiva. Macri adquiriu um protagonismo novo muito mais pelo vácuo brasileiro do que por qualquer outra coisa.

Com a crise econômica, política e institucional atingindo o Brasil há pelo menos três anos, o discurso macrista de mudança e abertura comercial conseguiu ocupar uma importância historicamente protagonizada pelo Brasil. Cada vez mais ausente do cenário internacional, o país abriu uma vacância na liderança regional, e o novo presidente argentino com uma agenda de desenvolvimento aproveitou para atrair a atenção e os investimentos necessários para a consecução de seu projeto de governo.

Dizer que a Argentina será o próximo Brasil ainda nestes dois anos e meio que restam de Macri, ou dizer que nos convertemos em uma irremediável República das Bananas é mais do que impreciso, é leviano. Inegável que o Brasil se encontre em uma situação delicada. Isso não muda o fato de sermos um gigante em tamanho, em população e em biodiversidade; de sermos a 9ª maior potência do mundo; de sermos os maiores produtores de café, suco de laranja e cana de açúcar e figurarmos entre os grandes produtores de carne bovina, por exemplo.

A Argentina – que não está nem na lista das 15 potências mundiais, luta para se recompor e afunda em dívida externa – ainda por cima depende do desenvolvimento brasileiro. O Estado argentino reconhece isso. Susana Malcorra, ex-chanceler argentina, disse no início do ano, durante o Council on Foreign Relations, em Nova York, que o desenvolvimento argentino é intimamente vinculado ao desempenho brasileiro. “Negar o fato de que seja o que se passe com o Brasil tem um grande impacto na Argentina seria uma inverdade. [O Brasil] é nosso maior parceiro. Não dá para não sentir o impacto”.

Se o Brasil já foi o país da moda nos anos 2000 com a presidência de Luís Inácio Lula da Silva, com o fim de 12 anos de kirchnerismo e um presidente neoliberal, a Argentina passa a ser forte candidata à posição. Mas Macri, embora líder, é secundário. Com sua figura longilínea e europeizada, marca o remodelamento das relações regionais com seu sorriso gentil e medidas duras de austeridade. Só o tempo vai dizer se esse plano de ação individual e essa forma de enfrentamento direto ao peronismo vai alavancar a Argentina.

 

HELENA CENEVIVA é estudante de Relações Internacionais e participante do programa Jornalismo Sem Fronteira, que leva estudantes de comunicação e de áreas relacionadas para a capital argentina com o objetivo de que possam vivenciar e adquirir experiências de correspondentes internacionais.

 

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