TICIANA FERNANDES, DE MADRI

No final da tarde da última terça-feira (17), os participantes do Jornalismo Sem Fronteiras – Madrid puderam conhecer as instalações da RTVE (Corporação de Rádio e Televisão Espanhola), conglomerado estatal de mídia com uma das maiores audiências do país. Quem nos recebeu foi o jornalista Álvaro Goicoechea – atual subdiretor do setor de Internacional da TV espanhola -, que compartilhou algumas de suas experiências como correspondente internacional em Bruxelas, capital da Bélgica, onde trabalhou durante 7 anos.

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Para Goicoechea, um correspondente pode ser comparado a um paraquedista: “te lançam e você não sabe onde vai parar”. Isso porque ele não escolheu ir para Bruxelas e pouco sabia sobre as nuances do país antes de ser enviado para lá. Assim, o jornalista ressalta a importância que tem a leitura na formação de um bom profissional: “Não sabemos de nada e é necessário ler muito para tentar entender minimamente as coisas […] Coisas que parecem não ter relevância podem te salvar em uma situação de último minuto”.

Agora que atua do ‘outro lado da mesa’, isto é, gerencia a rede de correspondentes da emissora, Álvaro Goicoechea avalia as características das quais um bom correspondente precisa dispor. Para ele, o jornalista que vai trabalhar na área precisa ser muito apaixonado pela profissão, pois a carreira internacional tende a ser bastante solitária.

Mas nem só de paixão vive um correspondente. Goicoechea destaca que a função requer muita capacidade de trabalho, boa comunicação oral e escrita e uma vasta experiência prévia como repórter. Para ele, a formação e a dedicação certamente são mais importantes que talento. E encerrou, categórico: “Sua trajetória nem sempre depende de você, mas seu trabalho, sim, depende de você”.

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