skip to Main Content
Entre em contato: +55 11 95133-2600

E aí vamos nós…

E ai vamos nos


Acordar em um sábado frio. Cedo. Olhar pro relógio e ver que ainda dá tempo de ficar mais uns minutinhos na cama. Colocar o nariz para fora do cobertor e já sentir o ventinho gelado… Não importa se tivemos que vir de outro bairro, de outra cidade ou até mesmo de outro estado. Não importa se para chegarmos usamos o carro, o metrô, o ônibus (ou até mesmo um avião!). O que importa é que o caminho de todos se cruzou no último sábado de maio, no número 97 da Rua Cubatão, em São Paulo.  Ali se iniciava para todos um grande desafio: o de passar sete dias como correspondente internacional em Buenos Aires.

Sim, porque a nossa viagem não vai começar quando embarcarmos no avião rumo à capital da Argentina, no dia 17 de julho. Ela já começa agora! (E o friozinho que Sampa nos proporcionou na manhã de sábado até nos deu uma dimensão da temperatura que enfrentaremos em ares portenhos…) Ok. É um exagero da minha parte…. Lá vai estar MUITO mais frio!!!!

Confira o relato de Deborah Rezaghi sobre o nosso 1º encontro10257844_880917408590067_6166280777700305372_o-300x199

 

Cheguei, e agora?

quino1-300x200

Encontrar pessoas novas, ver alguns rostos já meio conhecidos, outros que a gente só viu pelo facebook. Ao encontrar todo o grupo temos essa sensação de que estamos “meio perdidos”. E agora, o que eu faço? Keep calm!

Primeiro de tudo, um café da manhã para relaxar! E já começam aí as primeiras conversas com as pessoas do grupo – onde estuda, onde de formou, em que trabalha. Nada como um café com bolo para desfazer as ansiedades iniciais. O grupo foi chegando aos poucos e antes das 9h já estava completo! E foi aí que tudo começou pra valer….

Que comecem os trabalhos!

desenho

Vamos todos estar juntos durante sete dias em Buenos Aires produzindo reportagens. Por que começar os nossos trabalhos fazendo um desenho de nós mesmos? E depois respondendo perguntas sobre nossas personalidades? E ainda por cima fazer perguntas para os outros integrantes do grupo? Meio complicado entender tudo isso né?

Mas tudo faz muito sentido! Antes de partir para qualquer etapa, é preciso se conhecer. E como nossas vidas andam tão corridas nos dias de hoje, fica difícil a gente ter um tempinho para nós mesmos para fazermos certas perguntas. Mas se conhecer é o melhor caminho antes de fazer qualquer coisa… Saber o que a gente gosta e também aquilo que a gente não gosta é importante para nos ajudar a guiar os próximos passos e saber as decisões certas que devemos tomar. Afinal, não podemos saber se suflê de chuchu é bom antes de experimentarmos… (alguém aí já experimentou?)

O bom de uma experiência em grupo é que juntos podemos trocar nossas experiências e também nossas angústias. Aprender a ouvir o que o outro tem a dizer e aprender com aquilo que ele já viveu.

O mais legal da nossa turma é que ela é super diversificada! Alguns participantes estão no começo do curso de jornalismo e ainda não sabem direito o que desejam seguir. Outros estão no meio ou no fim da graduação e também não sabem o que fazer. E tem os que já estão formados e trabalham na área. Outros ainda não trabalharam… Mas no nosso grupo, mesmo com essas diferenças, uma coisa se mostrou igual: a ansiedade pela nossa viagem! O que encontrarei por lá? Será que vou conseguir fazer minha reportagem? Eu não sei falar direito espanhol…. Como vou fazer para comer?

Pensar em todas essas questões sozinho seria bem mais complicado. Em grupo, tudo fica mais fácil! Afinal, se eu quiser comer uma empanada poderei usar mímica ou pedir ajuda para o meu colega do lado que é fluente em espanhol…

 

O que o editor espera de mim?

10431381_880917361923405_3351260508461468178_o-300x199

A geração atual é super conectada, está em todas as redes sociais, tem acesso aos mais diversos conteúdos e pode escolher várias coisas em que pode seguir na carreira profissional. Isso faz com que essa geração tenha um grande problema: a impaciência. Difícil aceitar que vou começar a trabalhar como estagiário, depois, com muito suor e muito trabalho, vou aos poucos ganhando espaço, conseguindo mostrar meu trabalho, até que as boas oportunidades apareçam. É difícil, sei como é…

Você deve estar se perguntando: “Como assim?? Vou acabar a faculdade e não vou direto para a bancada do Jornal Nacional no lugar da Patrícia Poeta?” E a resposta é:  não.

Você com certeza com muito esforço poderá ser colega de bancada do William Bonner – mas isso vai levar um bom tempo.

Com o correspondente internacional é a mesma coisa. Ninguém se forma em um dia e no outro vai para a Colômbia cobrir as eleições presidenciais. É preciso uma bagagem anterior – ou como diz a minha vó “você tem que comer muito arroz com feijão ainda”.

Ou seja, é preciso ter experiência como repórter  passando por algumas editorias – esporte, política, cotidiano, cultura. Tudo isso faz com que a gente saiba lidar com as mais diferentes situações. E foi um pouco disso que o editor de mundo da Folha de S. Paulo, Fábio Zanini, contou pra gente.

Além de ter sua experiência pessoal como correspondente, ele nos mostrou o que um editor espera de um repórter em outro país – e as habilidades que ajudam esse repórter a conseguir se adaptar melhor (ou não) a essa função. Primeiro de tudo: o correspondente, como ele nos falou, é do jornal inteiro – ou seja, precisa atender a todas as editorias. Não adianta dizer que não “curte” muito falar sobre economia… Nessa função tem que “curtir” um pouco de tudo e se não sabe muito sobre tal tema, tem que ir estudar pra aprender!

Além disso, ele abordou o cenário do jornalismo internacional na imprensa brasileira atualmente – mostrando como o Brasil vem ganhando uma grande projeção internacional nos últimos anos – e disse que a editoria internacional está ganhando cada vez mais páginas nos jornais.

E para quem não sabia direito que matéria fazer no país vizinho, Zanini deu um ânimo: “A Argentina é um poço de boas pautas”. Dá para falar de economia, futebol, política, cultura… Deu para perceber que é assunto que não acaba mais!

Não dá para reclamar que o país escolhido pelo Jornalismo Sem Fronteiras não tem pauta né? A gente viu que tem até demais….

 

Com a palavra, o Mestre!

10296110_10203556743214531_3096809846676891641_o-300x200

Depois do almoço foi o momento de descobrir como é o outro lado da história: o do repórter. Para isso, os correspondentes tiveram o privilégio de fazer uma reunião de pauta com Clóvis Rossi. Nada melhor do que discutir uma pauta com quem entende do assunto né? Cada um pôde explicar um pouco sobre a reportagem que gostaria de fazer na Argentina, falar sobre o que já tinha pesquisado e o que poderia ser abordado. Como foi correspondente da Folha de S. Paulo por três anos no país vizinho (1981-1983) Rossi sabe muuito sobre a Argentina – deu dicas de fontes, de pautas, de lugares, de enfoques. E entremeava suas dicas com suas histórias de repórter (não só na Argentina, como em vários lugares do mundo).

E nas pautas também houve muita diversidade no nosso grupo: há quem goste de jornalismo cultural e fará matéria sobre cinema; outra que gosta de esporte e pensa em fazer matéria sobre o Boca Juniors; há quem vai fazer matéria sobre os indígenas que restaram em Buenos Aires; quem queira ser correspondente de guerra (!!!) e quem tenha um talento nato para a fotografia – e que fará reportagens fotográficas (e que já foi designada, inclusive, para ajudar os outros repórteres com as fotos de suas respectivas matérias). E assim descobrimos juntos o que cada um gosta… E o que cada um leva mais jeito para fazer: seja gravar vídeos, fazer textos, fotos ou até mesmo ajudar na diagramação final da nossa revista.

E todos iam tirando uma lição com as dicas e com as pautas expostas.

Quer reunião de pauta melhor do que essa?

 

Por fim, depois dos correspondentes passarem um dia todo juntos, analisamos as colunas de Clóvis Rossi na Folha. Como ele consegue escrever de uma maneira tão aprazível e fazer com que todos entendam o que está escrito? Nosso sonho é um dia chegar a escrever assim…

E uma dica valiosa é: treino! E além de treinar a escrita, outra coisa importante é treinar o olhar constantemente, percebendo tudo o que está ao redor e tirar de fatos simples do cotidiano bons enredos para explicar até mesmo crises econômicas e políticas.

E não há outra saída senão o esforço, a dedicação, o treino e muita persistência!

Para saber um pouco mais sobre o que ouvimos:

By Carolina Piscina

By Carolina Piscina

By Jéssica Cruz

By Jéssica Cruz

Nos vemos em julho…

Opa! Acho que antes.

Depois das nossas atividades, olhamos pela janela e a brisa fria da manhã havia dado lugar à escuridão da noite. Como o tempo passa rápido quando estamos fazendo aquilo que gostamos… Apesar do dia ter sido corrido, nem vimos a hora passar.

Mas era chegado o momento de tirar as dúvidas finais e cada um seguir para a sua casa. Uns iriam até o metrô, outros foram até o estacionamento pegar o carro, uns decidiram dar uma passadinha no Shopping (tinha um pertinho da onde a gente estava). E teve até quem fosse pegar um avião (!!!) para voltar para casa. Mas não importava o caminho que cada um fosse fazer. Eles vão se cruzar novamente no dia 17 de julho, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Porém, até lá, está muito enganado quem pensa que tudo terminou. Ao chegar em casa, os correspondentes já começaram a fazer a lição: montaram um blog; compartilharam notícias sobre a Argentina no facebook; uniram-se em pautas de interesse comum…

Os correspondentes já estão com todo o pique! O grupo só irá se unir fisicamente daqui a um mês, mas até lá muitos bons frutos com certeza irão sair! As sementes, pelo menos, já estão sendo plantadas…

Buenos Aires, aí vamos nós!

DSC_0543-300x200

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *