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Acelera que a reta é final

É. Para quem estava sentindo falta dele, o moço apareceu: frio. Não tão forte quanto aquele que nos recepcionou em Buenos Aires, claro. Mas ele veio acompanhado de uma chuva torrencial – iniciada na noite de ontem e que se arrastou por boa parte da manhã.

Os ânimos estavam tão encharcados pelas lágrimas argentinas que a atividade no WhatsApp, sempre tão frenética nas primeiras horas da manhã, permanecia suspensa quase até mais de 11 da manhã. Mas se engana quem pensa que estávamos dormindo no quentinho de nossas camas.

Quem já não estava na rua realizando os últimos respiros de apuração para sua matéria estava na nossa redação improvisada – e bem estruturada, ora pois – no saguão do hotel (para o desespero dos recepcionistas e demais funcionários).

O momento é de alta tensão. As matérias recebem seus retoques finais antes de passarem pelo nosso comitê de julgamento excepcionalmente exigente (cof cof).

Como diria um antigo ditado da região da alta Germânia, “é tudo nosso”. Então, cada correspondente aponta sugestões e melhorias nos textos dos colegas e vice-versa. O negócio aqui é coletivo.

Sobe >>>>>>>>

 

  • Passando um pano rápido (afinal, estamos aqui na loucura do fechamento): em uma briga com os prazos, os jornalistas estão ganhando de dez a zero.
  • A colaboração e a integração do grupo estão em níveis nunca antes vistos na história desse país.
  • A Giovanna Maradei, plantonista da madrugada, flagrou, por volta de 4h, o momento em que um grupo de comissários de bordo da Avianca – as mulheres vestidas de Amélie Poulain – chegou ao hotel.
  • Já a Camila Alvarenga teve uma revelação para sua matéria enquanto almoçava – isso só reforça a filosofia de que barriga cheia ajuda a pensar melhor (ou banhos quentes, segundo a Laura Ciampone, e deitar para dormir, de acordo com a Jessica Cruz).
  • A Marina Costa e o Pedro Neves já são verdadeiros especialistas em Mercosul (alô, Dilma; alô, Cristina; olho firme nos meninos).
  • Elisa Espósito e eu (Diego Moura, que estou no lugar da Deborah Rezaghi, titular desse posto, porque, afinal, também tem que fazer matéria), em nossa maratona pelos caminhos da ditadura argentina tivemos uma linda conversa com uma Abuela de Plaza de Mayo (recuperou a neta 22 anos depois que a chica foi sequestrada por militares e adotada pelos criminosos de farda).

<<<<<<<< DESCE 

  • A Elisa e eu fomos abordados na rua por um velhinho de 82 anos que, por trás de sua dentadura amarelada pelos anos de amargura, só abriu a boca para gritar preconceitos contra mulheres, gays, prostitutas, etc. Segundo ele, “mulher não serve para governar”. Que feio, vovô! 

Vamos em frente, porque se correr o bicho não pega; se ficar, a pauta come.

Bom, e a redação não para.

 

 

 

 

 

 

 

 

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