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A noite em Buenos Aires como você nunca viu

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Bares-boliches da Argentina são uma experiência totalmente diferente das outras

Rafael Esteves

 

A vida noturna na cidade de Buenos Aires é, como em toda grande metrópole, muito agitada. E assim surgem opções de lugares para visitar com família, amigos ou casais. Os turistas buscam conhecer a cultura local e visitar espaços diferentes, desconhecidos a quem não é da cidade. Em seus muitos bairros, existem as baladas, os bares e os “boliches”, que na língua argentina são a denominação de discoteca.

Os “boliches” não são simplesmente casas noturnas.  Sua definição é de um ambiente que funciona como um restaurante ou bar, ou ainda, no jargão local, como resto-lounge-club, para as pessoas sentarem e aproveitarem um jantar diferenciado, sendo que, após certo horário, a cozinha é fechada e, no mesmo local, abre-se a discoteca. Seu intuito é entregar ao oferecer ao público uma noite completa.

Ao entrar no local nota-se a música empolgante, as luzes de balada e as mesas com as pessoas animadas se alimentando para depois levantar de suas cadeiras e começar a dançar. Quem chega logo se envolve naquele ambiente, que também apresenta shows ao vivo e música boa, tudo se estendendo até às 7 da manhã.

Emanuel Feldman, gerente de um dos bares-boliches mais tradicionais de Buenos Aires, o Brujas Madagascar, afirma que a tradição é de muitos anos. “Trabalho aqui há um ano e posso dizer que esse costume nosso sempre existiu”, assegura. Localizado na Plaza Serrano, um dos cartões postais da vida noturna da cidade, o Brujas é uma das únicas casas que abrem todos os dias ao público, com cardápio de jantar, e em seguida música ao vivo e DJ para os pagantes. Emanuel ainda faz um convite aos brasileiros: “Sei que não há bares como este no Brasil, portanto convido todos que vierem pra cá para aproveitar os boliches da Argentina, pois é um pouco de nossa cultura”.

 

 

Grande variedade musical convivência tranquila entre frequentadores

 

Conhecida como “sede da vida noturna latino-americana”, Buenos Aires oferece muitos boliches para todas as idades. Desde jovens de 18 a 30 anos, até para pessoas acima dos 40 anos.

Seus costumes tornam-se visíveis aos olhos dos turistas. Os argentinos aproveitam a noite com grandes grupos de amigos reunidos, e não importa se está cheio ou vazio, a diversão vai até o sol nascer. Bem humorados e amigáveis, os portenhos não causam problemas quanto à segurança, como afirma Eduardo Vargas, de 28 anos. “O atendimento em geral dos boliches de Buenos Aires é excelente, pois você não nota brigas ou algo do tipo, e os lugares sempre possuem um ótimo sistema de segurança”, diz. “Frequento estes lugares duas vezes por semana, não me canso nunca”, e acrescenta estar satisfeito com os serviços que lhe são oferecidos.

A grande variedade musical contagia as pistas das casas noturnas. O boliche Honduras Holywood, localizado em Palermo, fica aberto de quinta a domingo e possui muitos estilos de músicas para atender aos gostos dos clientes. Charly, responsável pelas relações públicas do local, onde cuida das listas de convidados e das atrações, conta sobre a noite no boliche: “Aqui tocamos pop, rock, reggaeton, música eletrônica e até um pouco dos anos 80’ e 90’, para cativar qualquer um”, afirma.

 

Público brasileiro procura muito os “boliches”

 

Aguns lugares já são bastante procurados pelos turistas brasileiros. Vera Lúcia Diniz, brasileira que mora em Buenos Aires há quatro meses, trabalha como recepcionista e coordenadora do boliche D’lirio, no bairro da Recoleta. Ela conta que o estabelecimento tem traços do Brasil. “Na época da copa do mundo, transmitimos todos os jogos no telão que temos aqui, com direito a comida corriqueira no país do futebol, como coxinha, pastel e kibe. Os brasileiros adoram”, conta.

O bar D’lirio possui um público diferente nas horas do jantar e da balada. Com um preço mais elevado e um ambiente de classe, é frequentado por homens e mulheres ente 35 e 50 anos. O lugar oferece vários tipos de show e até desfiles de moda, shows árabes e até a presença de artistas famosos. Ricardo Navini, de 50 anos, comparece ao D’lirio há dois anos, e vai duas ou três vezes por semana. “As pessoas daqui são muito amigáveis, com funcionários e clientes regulares;  sempre venho aqui”, afirma.

Apesar de certa relação entre a vida noturna dos dois países, muitos aspectos diferenciam a noite portenha. A cultura argentina se apresenta aos turistas como divertida e diferenciada. O que resta aos brasileiros é ingressar nesta experiência e aproveitar o que não tem em seu país, com pessoas novas e muito alegres.

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